Reflexões ao próximo governo, por José Paulo Dornelles Cairoli*
O Rio Grande do Sul se notabilizou no cenário nacional pelos seus bons indicadores de qualidade de vida, com trabalhadores capazes e empresários empreendedores. No entanto, apesar de todos os esforços implementados pelos últimos governos, que renderam desgastes políticos e que culminaram na conquista histórica de zerar o déficit público, observam-se indicadores de retrocesso econômico. Nosso Estado, que já teve o segundo maior Produto Interno Bruto do Brasil, perdeu posições nos últimos 10 anos e sua média de crescimento é uma das piores do país. Desde o ano 2000, nosso PIB cresceu a uma média de 2,4% ao ano, o terceiro pior desempenho entre os Estados da federação. Como consequência, a nossa participação no PIB brasileiro, que era de 7,3% em 2003, é hoje de apenas 6,5%.
Definitivamente, temos que virar essa página. O próximo governador terá o desafio de estimular a retomada do crescimento econômico, recuperando a posição do Rio Grande do Sul no contexto nacional, para que voltemos a atuar na posição de locomotiva e não de vagão no desenvolvimento brasileiro. Não podemos pensar apenas em soluções para o ano de 2015 ou de 2020. Precisamos de soluções imediatas, que sejam acordadas em 2010, para serem implementadas em 2011. Existem obstáculos de natureza estrutural, como a infraestrutura precária, que faz o nosso custo logístico ser um dos mais altos do Brasil. Este atraso logístico se deve, em boa parte, à escassez de investimentos públicos nesta área. Desde 2004, o Estado investe menos do que 5% da sua receita corrente líquida, muito abaixo dos demais Estados da Região Sul e do Sudeste, com os quais disputamos e, geralmente, perdemos investimentos privados.
Nesses 10 anos em que o PIB gaúcho cresceu abaixo da média nacional, todos os partidos políticos relevantes estiveram no Palácio Piratini. Não se pode, assim, atribuir, a nenhum deles, em particular, a responsabilidade por esse quadro, que combina crise da nossa economia com falência da nossa infraestrutura. Mas se pode, isso sim, responsabilizar a todos por ter implementado no Rio Grande do Sul um jeito de fazer política que, ao invés de privilegiar o debate, pratica o conflito com o objetivo de destruir o adversário. É esta a razão que tem penalizado a sociedade com a ausência de soluções que o Estado precisa. Nossos políticos precisam saber que não vivemos mais na era do conflito, mas na era da construção dos consensos. É esse o novo ciclo que precisamos consolidar.
*PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO BRASIL E DA FEDERASULDefinitivamente, temos que virar essa página. O próximo governador terá o desafio de estimular a retomada do crescimento econômico, recuperando a posição do Rio Grande do Sul no contexto nacional, para que voltemos a atuar na posição de locomotiva e não de vagão no desenvolvimento brasileiro. Não podemos pensar apenas em soluções para o ano de 2015 ou de 2020. Precisamos de soluções imediatas, que sejam acordadas em 2010, para serem implementadas em 2011. Existem obstáculos de natureza estrutural, como a infraestrutura precária, que faz o nosso custo logístico ser um dos mais altos do Brasil. Este atraso logístico se deve, em boa parte, à escassez de investimentos públicos nesta área. Desde 2004, o Estado investe menos do que 5% da sua receita corrente líquida, muito abaixo dos demais Estados da Região Sul e do Sudeste, com os quais disputamos e, geralmente, perdemos investimentos privados.
Nesses 10 anos em que o PIB gaúcho cresceu abaixo da média nacional, todos os partidos políticos relevantes estiveram no Palácio Piratini. Não se pode, assim, atribuir, a nenhum deles, em particular, a responsabilidade por esse quadro, que combina crise da nossa economia com falência da nossa infraestrutura. Mas se pode, isso sim, responsabilizar a todos por ter implementado no Rio Grande do Sul um jeito de fazer política que, ao invés de privilegiar o debate, pratica o conflito com o objetivo de destruir o adversário. É esta a razão que tem penalizado a sociedade com a ausência de soluções que o Estado precisa. Nossos políticos precisam saber que não vivemos mais na era do conflito, mas na era da construção dos consensos. É esse o novo ciclo que precisamos consolidar.
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